Rua Navarro de Andrade, 155 - Pinheiros, São Paulo - SP - (11) 3082-0306|contato@laboratoriojulio.com.br

Aparelhos Intraorais para tratamento do Ronco e Apneia

Nossos aparelhos são customizados, feitos especialmente para cada paciente, respeitando o posicionamento entre as arcadas, condições musculares e articulares individuais.

    

 

Como ajudar o paciente a dormir bem?

Dra. Luciana Sargologos em parceria com Laboratório Julio.

O ronco é um distúrbio respiratório que aparece durante o sono devido a um estreitamento da passagem de ar na orofaringe e é causado pela vibração dos tecidos moles.

É um alerta de que o indivíduo pode ter apneia do sono, um problema de saúde pública em países desenvolvidos e de caráter evolutivo, não tem cura e demanda tratamento contínuo. Se for negligenciado pode evoluir para uma condição mais séria com paradas na respiração durante o sono conhecidas como apneia.

A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio potencialmente grave, caracterizado pela cessação da respiração por 10 ou mais segundos durante o sono. É uma condição quase dez vezes mais comum em homens e afeta mais de um terço da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde.

Por ocorrer durante o sono, muitas vezes o problema passa despercebido pelo paciente afetado, o que dificulta a descrição dos sintomas para o especialista e o diagnóstico. Como na maioria das vezes a apneia está associada ao ronco, os familiares e pessoas próximas podem relatar os sinais necessários à identificação do problema.

Por que a apneia acontece?

As vias aéreas do paciente afetado pela apneia são obstruídas por diversos motivos. É mais frequente que a obstrução ocorra pelo colabamento dos tecidos da região da orofaringe, como amígdalas, língua e palato mole, o que pode ser agravado pelo relaxamento dos músculos das vias aéreas e pela posição inadequada dos ossos maxilares.

Os principais fatores de risco para a doença são o excesso de peso, aumento da circunferência do pescoço, estreitamento das vias aéreas, histórico familiar, consumo de álcool, tabaco e congestão nasal.

Como tratar?

Os aparelhos intraorais são placas presas aos dentes superiores e inferiores articulados entre si, com fácil adaptação. Esses aparelhos são customizados, feitos especialmente para cada paciente, respeitando o posicionamento entre as arcadas, condições musculares e articulares individuais.

Várias pesquisas científicas demonstram a efetividade do uso destes aparelhos. De acordo com a American Academy of Sleep Medicine, o aparelho intraoral pode ser usado como primeira opção para o tratamento do ronco e da apneia do sono leve e moderada, e pode ser utilizada como segunda opção de tratamento para apneia do sono grave, quando o paciente não se adaptar ou se recusar a usar o CPAP, máscara com ventilação forçada usada durante o sono.

O dentista capacitado em odontologia do sono é o profissional indicado para tratar o ronco e apneia do sono com esse aparelho, pois une o conhecimento em saúde oral, em distúrbios respiratórios do sono e no manejo dos aparelhos intraorais.

Complicações

O paciente afetado pela apneia apresenta sonolência diurna excessiva e cansaço constante, pois a qualidade do sono é significativamente afetada por essa condição. Em consequência disso, é comum que o paciente apresente alterações de humor, como irritabilidade e até depressão, prejuízo cognitivo, falta de atenção, problemas de memória e dificuldade de aprendizado. A longo prazo, a apneia aumenta as chances de desenvolvimento de hipertensão, doenças cardiovasculares crônicas, ocorrência de infarto e AVC.

Diagnóstico

A apneia é diagnosticada pelo exame de polissonografia que monitora os estágios e condições do sono. O exame de polissonografia deve ser solicitado pelo cirurgião dentista ou pelo médico.

Tratamento

Existem diversas estratégias para o tratamento da apneia, sendo seu principal objetivo a manutenção da abertura das vias respiratórias durante o sono.

Para os casos de ronco sem apneia ou apneia leve a moderada, o tratamento indicado é o uso de um aparelho intraoral (A10) de uso noturno que mantém a mandíbula posicionada para frente, impedindo o bloquei das vias aéreas.

 

Fonte: Prof.ª Luciana Sargologos em parceria com Laboratório Julio.

Referência bibliographical:

  • American Sleep Disorders Association and Sleep Reseach Society, Sleep, 18 (6): 511-513 1995.
  • Kushida et al, sleep 29(2) 2006.
  • Academy of Dental Sleep Medicine
2018-06-07T16:33:48+00:00